Veja dicas que ajudam a prevenir problemas de memória e sinais de demência na velhice

Concentrar-se em fazer um bom caça-palavras é uma das técnicas mais populares para exercitar a memória e garantir um bom desempenho cognitivo na velhice. Mas essa é a única maneira de preservar nossas memórias e cérebros por toda a vida?
As memórias mudam inevitavelmente ao longo da vida e, após uma certa idade, as informações não são mais processadas com a mesma rapidez e facilidade.
No entanto, é possível chegar à velhice sem sinais de demência ou perda cognitiva significativa, explica o neurocirurgião Marcelo Valadares, clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, pesquisador do departamento de neurocirurgia da Faculdade de Medicina e neurocirurgião.
O caminho para isso é bem conhecido: mantenha uma alimentação saudável, pratique atividade física regular e evite álcool e fumo.
Existem muitos fatores associados à função da memória, e o velho ditado “você é o que você come” também pode ser aplicado neste contexto, bem como questões relacionadas à genética e doenças subjacentes.
As memórias mudam inevitavelmente ao longo da vida e, após uma certa idade, as informações não são mais processadas com a mesma rapidez e facilidade. No entanto, é possível chegar à velhice sem sinais de demência ou perda cognitiva significativa.
Essas recomendações são as mesmas para evitar problemas como diabetes e pressão alta, pois a saúde do cérebro também depende do bom funcionamento de todo o corpo. Ainda assim, hobbies como palavras cruzadas e manter bons hábitos de leitura são aliados importantes no treinamento das habilidades cognitivas. No entanto, essas atividades por si só não são suficientes para preservar as memórias.
Pesquisas internacionais mostram que a demência está associada a fatores de risco para a saúde física, como pressão alta e diabetes.
Como funciona a memória?
Basicamente, como existem compartimentos no cérebro, as memórias são organizadas em ordem de importância. Uma é a memória recente ou de curto prazo, que armazena informações temporariamente necessárias, como uma lista de compras, de acordo com o Manual de Diagnóstico e Tratamento MSD. Há também a memória de trabalho, que armazena o conhecimento que será usado imediatamente, como lembrar onde você está. Como o nome sugere, a memória de longo prazo armazena informações e experiências que são relevantes para toda a vida.
"Nosso cérebro está deixando de lado coisas irrelevantes, desnecessárias ou que não consideramos. Então nossa memória não é infinita, é categórica, significativa e acionada quando a valorizamos", explicou o neurocirurgião.
As emoções também são parte importante dessa preservação, segundo os psiquiatras, e regulam a capacidade de memória, filtrando o que o cérebro vai guardar ou jogar fora.
“Quando olhamos para trás, geralmente acabamos com memórias seletivas. Situações emocionais que vivenciamos, sejam elas positivas ou negativas, acabam marcando nossas memórias cada vez mais situação trivial, não são tantas emoções relevantes que acabam sendo registradas com menos provas”, salientou o psiquiatra Rodrigo Martins Leite.
[Fonte: https://noticias.r7.com/saude]
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