E não são inovações puras e simples. Sem medo de exagerar um tiquinho nas tintas, pode-se dizer que estamos diante de uma verdadeira revolução educacional.
Especialistas afirmam que o Brasil vive, hoje, um movimento de reconsideração das estruturas da escola, bem como da Educação e da forma como seria (bem) melhor que ela acontecesse.
Tal movimento é evidenciado pela ruptura com as estruturas burocráticas da educação moderna, conhecida como educação tradicional. Os novos métodos propõem a quebra do referido arquétipo, estabelecendo novos tempos, espaços e relações de poder e saber, rompendo com a atual fragmentação e a hierarquização do conhecimento.
Educadores têm voltados seus olhares para a importância da compreensão do ser humano, para o fato de o indivíduo não ser, apenas, um ser racional (apto para executar funções), mas apresentar-se, também, como potencial criativo, empático, dotado de habilidades e aptidões.
Exemplos de novas (e belas) experiências não faltam por aí.
As EMEF’s “Desembargador Amorim Lima” e “Campos Salles” (em São Paulo) se basearam na metodologia utilizada na Escola da Ponte, fundada na década de 1970, em Portugal. Em ambas as escolas, os alunos se organizam em grupos para desenvolver projetos orientados por roteiros de estudos, sem a tradicional divisão de aulas ministradas em 50 minutos nem disciplinas desconectadas.
E olha que exemplo legal vem da Inglaterra! Uma professora de lá pediu que seus alunos reescrevessem Shakespeare...no Twitter! Super bacana, não? De acordo com a educadora, ao trazer a narrativa para a realidade da turma ficou mais fácil compreender os sentimentos das personagens e a filosofia do autor.
No Chile, outra iniciativa incrível! Uma professora virou notícia ao pedir que seus alunos falassem sobre “Cem Anos de Solidão” (obra de Gabriel Garcia Marquez)...adivinha de que forma?
Por meio de memes na internet!
Tem jeito mais incrível de aprender e sedimentar conhecimento?
São tendências que rompem com a escola tradicional, porém não se colocam como novo método, que se destine a substituir o antigo.
Durante uma pesquisa, o MEC encontrou até abril deste ano 178 escolas não-tradicionais distribuídas pelo território nacional.
Tais metodologias encontram respaldo na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que garante a existência desses projetos, estabelecendo a autonomia das escolas e apresentando a democracia como princípio norteador das práticas educacionais no Brasil.
Super interessante, não?
O Portal Bolsas de Estudo apoia todos os recursos que facilitem a absorção de conhecimento.
[Fonte: ebc.com.br]
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