Não foi com a cara de uma pessoa que acabou de conhecer? A responsável é a sua amídala cerebelosa

Não foi com a cara de uma pessoa que acabou de conhecer? A responsável é a sua amídala cerebelosa

Como – ou por que será que – isso acontece?

De acordo com José Manuel Sánchez Sanz, diretor do Centro de Estudos de Coaching de Madri (Espanha), essa espécie de...“flechada” negativa...atua como “um mecanismo de sobrevivência que nos põe em alerta diante de circunstâncias que nosso cérebro tem catalogadas como perigosas ou ameaçadoras”.

Pois é...

Esse negócio de antipatizar com alguém, de graça, já de saída, não é exclusividade sua, todos nós podemos ser “tomados” por uma sensação dessa, ainda que ela soe como não tendo qualquer cabimento.

O rechaço imediato a alguém que sequer conhecemos – dizem especialistas – é a nossa resposta corporal para situações desagradáveis ou inquietantes. A “sensação ruim” a respeito de alguém é a ferramenta que utilizamos para evitar um dano físico ou psicológico posterior.

Esse negócio de antipatizar – já de cara – com alguém tem explicação fisiológica.

– Jura?

Pode crer! Vem ver...

Utilizando como referência a teoria de Daniel Goleman – considerado o pai do estudo da inteligência emocional – quando temos aquela sensação de que o “nosso santo não bateu com o de alguém”, a reação natural de alerta vai se dar na amígdala cerebelosa.

– Amídala...quem?

Ce-re-be-lo-sa.

Trata-se de uma região do cérebro responsável, em grande parte, pelos julgamentos rápidos que emitimos a respeito das pessoas. Qualquer emoção que nos leve a comportamentos viscerais é administrada diretamente por essa glândula. É por isso que a resposta automática é totalmente espontânea e instintiva. Passa looongeee do racional.

E agora você vai rir aí, quer ver?

Sabe qual é um dos detonadores mais comuns dessa sensação de “nem te conheço, mas já te detesto”?

O cheiro!

De novo, de acordo com especialistas no assunto, o olfato é um dos nossos sentidos mais desenvolvidos, no entanto, menos levados em conta quando o assunto é influência no comportamento humano.

Eis uma via de comunicação – muito potente! – que nos ajuda a gerar sensações agradáveis ou desagradáveis.

E não pense que estamos falando, simplesmente, do tipo de perfume que a pessoa rejeitada usa ou se, ao que parece, para o padrão das suas narinas, faz uns dias que ela não toma o que você considera um bom banho. Que maldade, hein? É muuuuito mais profundo do que isso!

Mas agora que você já aprendeu um pouquinho sobre o assunto, segura essa amígdala cerebelosa aí!

Da próxima vez que sentir repulsa imediata por alguém que acabou de conhecer, respire fuuundooo, reflita a respeito, conte até 10 e procure estabelecer contato com a pessoa – emocionalmente desarmado – para saber, de fato, quem é/ como ela é.

Às vezes o que poderia ser uma ótima parceria acaba não acontecendo porque você resolveu colocar uma simples ação da sua amídala cerebelosa na conta do tal do “sexto sentido”. Aí...já era!


[Fonte: brasil.elpais.com]

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