E sabe o que gerou esse quadro? O aumento dos eventos climáticos extremos.
O aquecimento climático preocupa – e muito – a organização intergovernamental porque as consequências das temperaturas recorde registradas não são nada...como poderemos dizer...“esperançosas”.
Derretimento de geleiras, níveis marítimos recorde, acidificação / aumento do calor dos oceanos e condições meteorológicas extremas foram alguns dos fenômenos que caracterizaram o período mencionado.
É, o ano novo começou, mas, de acordo com a ONU, 2020 está longe de ser aquele intervalo de tempo marcado pelos desejos da tradicional canção de fim de ano que traz em seus versos “Que tudo se realize / No ano que vai nascer / Muito dinheiro no bolso / Saúde pra dar e vender”.
Dinheiro no bolso? Saúde para compartilhar? Até pode ser. Mas os presságios para o lugar que temos para desfrutar de tudo isso não são nada bons.
Os novos 366 dias começaram, exatamente, onde 2019 terminou, “com acontecimentos meteorológicos e climáticos de forte impacto, como na Austrália, que experimentou – em 2019 – seu ano mais quente e mais seco já registrado”, disse, em comunicado, Petteri Taalas, secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM).
“De acordo com a trajetória atual das emissões de dióxido de carbono, nos dirigimos a um aumento da temperatura de 3 a 5 graus Celsius até o final do século”, advertiu Taalas.
E ele prosseguiu dizendo que, infelizmente, podemos esperar, 2020 será pontuado por muitos eventos climáticos, alimentados por níveis recordes de gases de efeito estufa que retêm calor na atmosfera.
Pior que nem temos margem para duvidar. Basta ligar a televisão ou o rádio, acessar a internet, para ver que – devido a surpreendentes volumes em milímetros de chuva – Belo Horizonte está, há dias, praticamente submersa.
[Fonte: Isto É Dinheiro // Sustentabilidade]
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