Ética e inteligência artificial. Adequação às normas de privacidade é urgente

O avanço tecnológico fez com que o debate sobre ética, que já provoca discussões acirradas desde os tempos de Aristóteles, ganhasse novas proporções.
Vamos compreender um pouco melhor?
Em tempos nos quais o Facebook disponibiliza dados de usuários para uma empresa de marketing e o algoritmo do Google Fotos identifica pessoas negras como gorilas, as regras, digamos, morais necessitam, urgente, de outros contornos. Tem início então um debate, mundial, sobre os riscos trazidos pela inteligência artificial.
Visto que se desenrolam com rapidez os efeitos da tecnologia, sem parâmetros claros e com desenvolvimento proposto por humanos dotados de variadas características e diversos preconceitos, instituições de ensino e pesquisa já se movimentam para sugerir direcionamento ético para o avanço tecnológico.
Uma delas é Stanford, referência mundial em inovação e desenvolvimento. A universidade californiana lançou um centro de pesquisa interdisciplinar com o objetivo de reunir formuladores de políticas públicas, pesquisadores e estudantes responsáveis pela elaboração das tecnologias do futuro.
Órgãos públicos e privados do Canadá já trabalham com a Declaração de Montreal, uma proposta de estrutura ética que traz dez princípios fundamentais para soluções em IA: bem-estar, respeito à autonomia, proteção da privacidade, solidariedade, participação democrática, igualdade, inclusão e diversidade, responsabilidade, prudência e desenvolvimento sustentável.
É hora de empresas e desenvolvedores, que estavam alheios às questões éticas e de privacidade – se adequarem.
A privacidade de informações pessoais já é prevista na lei de proteção de dados em vigor na Europa. No Brasil entrará em vigor a partir de agosto de 2020.
[Fonte: Mundo Marketing]
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