Primeiro, precisamos entender quais são os ingredientes comuns nas receitas de bebidas energéticas. Cafeína, taurina, vitaminas e açúcar são alguns dos itens encontrados. A nutricionista Juliana Crivelini explica um pouco sobre como essas substâncias funcionam no organismo.
A cafeína atua produzindo efeitos cognitivos, relaxantes e temperamentais e, além de reduzir a sonolência, também pode melhorar a cognição mental, o desempenho físico e a percepção de esforço. A taurina é um aminoácido que tem o efeito de aumentar a resistência do organismo à glucuronolactona, em por sua vez, é uma substância à base de glicose que ajuda a eliminar toxinas exógenas e endógenas e atua como desintoxicante durante a atividade física, melhorando o desempenho físico e reduzindo a fadiga.
Por exemplo, o consumo de bebidas energéticas pelos alunos geralmente aumentava durante o vestibular, o que exacerbou a carga horária de estudo. Laís Rodrigues, empresária, professora de inglês e pós-graduanda em neurociência, conta com a bebida para sua exigente jornada de trabalho, consumindo de 18 a 20 horas por dia além de estudar. Este líquido faz parte de sua vida diária há pelo menos 2 anos, mas não é sua primeira escolha. "Já experimentei suplementos alimentares, pó de guaraná e até remédios como Ritalina para TDAH. Como profissional da área da saúde, percebo os riscos de cada um deles, sempre que não tenho que trabalhar tantas horas seguidas, vou tentar evitar essas coisas o máximo possível", enfatizou.
O problema não é o consumo da bebida em si, mas os possíveis efeitos adversos que podem surgir quando ingeridos em excesso ou misturados com outras substâncias. Insônia, ansiedade, dores de cabeça, hiperatividade, eventos cardiovasculares e até convulsões são alguns dos sintomas que podem ser desencadeados. Esse efeito pode ser mais relevante em determinadas populações, como menores de 18 anos, gestantes, lactantes, pessoas sensíveis à cafeína ou com problemas cardiovasculares”, sublinhou a nutricionista. O consumo misto de álcool e energéticos também pode ser um problema.
O energético mascara os sintomas da embriaguez, levando o consumidor a consumir mais álcool. O metabolismo do álcool e das bebidas energéticas é feito de forma competitiva pelo fígado, o que aumenta a meia-vida dessas substâncias no organismo, causando a intoxicação.
Afinal, a ingestão de bebidas energéticas é segura?
Sim, é possível desenvolver uma relação saudável com a bebida, ou até mesmo substituí-la por itens naturais que aumentam a energia do organismo. Como diz a nutricionista: “Cada lata de energético equivale aproximadamente a três xícaras de café e também é rica em cafeína. Então, o ideal é que a pessoa consuma no máximo uma ou duas latas por dia.
Estima-se que uma lata de 250 ml de bebida energética contenha cerca de 80 a 90 mg de cafeína (a ingestão recomendada para adultos é de até 400 mg por dia). É importante notar que essa recomendação diária inclui a ingestão total de cafeína na dieta de um adulto, e também leva em consideração outros alimentos que contenham cafeína em sua dieta diária, como chocolate, refrigerantes, chás etc.
[Fonte: https://drauziovarella.uol.com.br]
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