A celebração do Primeiro de Maio como sendo Dia do Trabalhador remonta aos protestos organizados pelos trabalhadores de Chicago, nos Estados Unidos, em 1886. Tais manifestações foram organizadas para reivindicar melhores condições para os trabalhadores, especialmente no que dizia respeito à jornada de trabalho.
Explicamos: é que, naquela época, a jornada de trabalho nos Estados Unidos era de doze horas e os trabalhadores exigiam que a carga fosse diminuída para oito horas diárias de trabalho.
A mobilização de Chicago reuniu milhares de pessoas que tornaram a organizar novos protestos nos dias 3 e 4 de maio.
Em 4 de maio, especificamente, milhares de trabalhadores reuniram-se na Praça Haymarket. Durante o protesto – que até então ocorria pacificamente – uma bomba explodiu matando e ferindo manifestantes e policiais. A reação policial foi violenta e os agentes da lei presentes atiraram nos manifestantes, o que resultou em dezenas de mortes.
Os acontecimentos daquele 4 de maio marcaram a história do trabalho no mundo.
No Brasil, a popularização do Primeiro de Maio teve forte ligação com o fortalecimento do movimento operário, a partir do final do século XIX. Grupos socialistas organizavam eventos e passeatas nas grandes cidades e os eventos contavam com a participação de grupos musicais, além de serem recheados de discursos em defesa do trabalhador.
A ampliação do movimento fez com que o governo de Artur Bernardes tornasse o Primeiro de Maio feriado, oficialmente, em 1924.
As comemorações da data continuaram crescendo e foram exploradas por Getúlio Vargas, especialmente na fase final de seu primeiro governo (a partir de 1940).
Foi exatamente a partir de 1940 que as comemorações do Dia do Trabalhador passaram a ter cunho patriótico, ou seja, tinham por objetivo ressaltar os valores cívicos.
Getúlio Vargas também passou a utilizar os comícios para oferecer apresentações artísticas. Além disso, discursava para a população alardeando as benfeitorias do governo, como a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e o salário-mínimo.
O 1º de maio segue, atualmente, como feriado nacional e a data continua sendo aproveitada pelos sindicatos para a organização de grandes eventos.
[Fonte: escolakids.uol.com.br]
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