Publicado em: 14/05/2020


E eis que estamos em plena pandemia tendo, como único recurso para proteção, o distanciamento social. 

Distanciamento social. Taí...Há quem esteja chamando de isolamento, de quarentena e, agora, um novo termo chegou para completar o quadro: lockdown.

Será que todos eles significam a mesma coisa?

Bem, sim e não, e nós já vamos te explicar isso direitinho.

Sim, porque todos os termos convergem para uma mesma finalidade, que é fazer com que as pessoas fiquem em casa e evitem circular, integrar aglomerações na rua e, assim, “brequem” a velocidade de contágio.

E não porque, de acordo com cada termo, existem diferenças – digamos – na “estimulação” para este “ficar em casa”.

Vamos às explicações.

Distanciamento social é a iniciativa, voluntária, de se distanciar das pessoas, mesmo não estando doente, para evitar o contato com infectados.

Isolamento é a recomendação médica para pessoas que tiveram contato com alguém infectado ou para quem está esperando o resultado de testes que confirmem ou neguem uma contaminação. Há dois tipos: o vertical (só quem pertence ao grupo de risco fica em casa) e o horizontal (inclui todos aqueles que podem ficar em casa, um conceito bem parecido com o distanciamento social).

Quarentena é uma medida imposta pelas autoridades (em escala municipal, estadual ou federal) na qual todos os estabelecimentos não essenciais são fechados.

Por fim vem o “termo novo” que começa a aparecer nos noticiários: lockdown. É parecido com a quarentena, mas, como dissemos acima, aqui a “estimulação” é diferente. O Estado usa sua força, quando necessário, para desfazer aglomerações, fechar estabelecimentos de serviços não essenciais e interromper qualquer atividade que desrespeite as medidas de prevenção.

O intuito de qualquer um dos modelos é reduzir o trânsito de pessoas e, a partir disso, diminuir o número de casos da doença que assola, no caso, no momento, a Covid-19.

E então? Deu para entender as diferenças?

Será que precisaremos de lockdown para refrear o contágio e desafogar os hospitais?


[Fonte: Revista Galileu]