Publicado em: 22/05/2019


Quantas vezes já ouvimos falar de casos de bebês trocados na maternidade, de pessoas que cresceram não se reconhecendo – fisicamente – como integrantes dos núcleos familiares aos que (achavam que) pertenciam e só foram descobrir o engano quando já eram adultas?

Dá para imaginar o tamanho do trauma para todos os envolvidos?

Infelizmente já aconteceram muitos casos no Brasil. E no mundo também.

Para resolver esta questão, em fevereiro do ano passado, o Ministério da Saúde editou uma portaria que tornou obrigatória a identificação biométrica de todos os recém-nascidos brasileiros.

De acordo com a nova regra, as imagens devem constar na Declaração de Nascidos Vivos, documento que é utilizado para retirar a certidão de nascimento, e serem armazenadas no cartório quando a criança for registrada.

Ótima notícia, não?

Pois é, o Hospital da Polícia Militar (HPM), em Belo Horizonte, é o primeiro no Brasil a implementar a identificação biométrica de recém-nascidos. A novidade foi implantada por meio de uma parceria com o IPSM – Instituto de Previdência dos Servidores Militares do Estado de Minas Gerais.

Mas...peraí – você pode estar pensando aí – como é que é possível identificar um recém-nascido, biometricamente, se os dedinhos são tão pequenos?

Sim, os dedos ainda são mínimos e, sim, se pensarmos em fins de identificação, realmente, armazenam poucas informações biométricas. Além disso, visto que recém-nascidos também são bem parecidos, só uma foto não iria ajudar na identificação de qual bebê pertence a qual mãe.

A solução foi adotar a tecnologia Griaule, que registra a imagem da impressão palmar do bebê, ou seja, a imagem da palma da mãozinha.

“Por meio da impressão palmar dá para extrair muito mais informação para identificar e registrar o recém-nascido,” diz João Weber, diretor da Griaule, empresa de tecnologia de Campinas, que atua no mercado brasileiro de biometria.

De acordo com o executivo, com a identificação palmar obrigatória do recém-nascido, a troca de bebês nas maternidades – infelizmente, ainda muito comum no Brasil – se tornará impossível.

Torçamos para que sim!


[Fonte: http://forumsaudedigital.com.br]