Publicado em: 05/07/2019


Conta aqui para nós...Você sempre foi mais para introvertido (a) ou extrovertido (a)?

Teve / tem facilidade para socializar por aí?

Independente do que tenha respondido, fato é que – realmente – quando somos crianças temos muito mais facilidade para fazer amigos.

E aí a gente cresce.

Até os 20 e poucos anos ainda é fácil se integrar a alguma turminha, maaass, depois dos 30, essas relações de fraternidade – pode reparar – começam a rarear.

Não bastasse isso, muitos dos amigos que já faziam parte da vida começam, simplesmente, a desaparecer. Seja por conta de novas oportunidades de trabalho, porque decidem casar e formar família ou por qualquer outro motivo.

Muito bem, a Ciência decidiu se debruçar sobre o fenômeno e pesquisadores finlandeses se juntaram a colegas britânicos para estudar o assunto.

Resultado? Eles concluíram que – realmente – aquela sensação de que, com o passar da idade nosso círculo de contatos vai sendo reduzido, não é apenas impressão. 

Realmente acontece.

E não por conta da idade, mas, sim, em razão das circunstâncias da vida. Não se trata da perda de nossas habilidades sociais. O fato é que, aos 30, geralmente, já estamos trabalhando regularmente. E, muitas vezes, é a época em que deixamos de morar com nossos pais para irmos viver por nossa conta ou, quem sabe, dividindo moradia com um (a) parceiro (a) e/ou nossos filhos.

O que acontece, de acordo com as conclusões do estudo, é que – depois dos 30 – o horizonte de nossas responsabilidades muda completamente e o tempo de que dispomos para nos dedicar ao cultivo de novas amizades (assim como para cuidar daquelas que já temos) se torna escasso. 

Bom, segundo o estudo, é mais difícil fazer amizade depois dos 30, maasss, as que forem feitas serão mais seguras. Justamente porque, a partir dessa idade, em geral, já estamos mais seletivos, já nos conhecemos melhor, logo, temos uma melhor percepção do que nos agrada ou não.

Isso significa que as amizades feitas na maturidade podem, sim, existir (apesar da menor frequência) porque – como já indicamos – são mais baseadas em afinidades.


Interessante, não?