Publicado em: 25/06/2019


Dados da Organização Mundial da Saúde revelaram que, atualmente, mais de 1 milhão de pessoas entre 15 e 49 anos contraem – todos os dias – infecções sexualmente transmissíveis (DSTs) curáveis.

O dado é assombroso. 

Especialmente se considerarmos que isso equivale a 376 milhões de novos casos anuais de doenças como clamídia, gonorréia, tricomoníase e sífilis.

Em comunicado, Peter Salama, diretor-geral de Preparação e Resposta a Emergências da OMS, expressou sua grande preocupação diante do assunto: “Estamos vendo uma falta de progresso preocupante na luta para impedir a disseminação de infecções sexualmente transmissíveis em todo o mundo".

Especialistas alertam que as enfermidades citadas têm um impacto profundo na saúde de adultos e crianças. Se não forem tratadas adequadamente, podem levar a efeitos graves e crônicos, como problemas neurológicos e cardiovasculares, infertilidade e aumento do risco de transmissão do HIV.

É importante sublinhar que todas as doenças elencadas (assim como outras, como o HIV, por exemplo) podem ser prevenidas com o uso de preservativos. E a camisinha é recomendada não apenas no sexo vaginal, mas – também – na prática oral e anal.

Encerramos essa conversa com uma advertência de Teodora Wi. Membro do Departamento de Saúde Reprodutiva da OMS, ela sublinhou que as DSTs estão por toda parte e são mais comuns do que podemos pensar.

“Não podemos mais ignorar a existência dessas doenças e estigmatizar os que sofrem delas. É preciso falar clara e sinceramente sobre elas e não tratá-las de maneira diferente de outras afecções. Não podemos varrê-las para debaixo do tapete e fingir que não existem", pontuou Wi.

 

[Fonte: Revista Galileu]