Publicado em: 03/05/2019


Quando foi a última vez que você visitou o (a) oftalmologista?

Tem noção de como vai a saúde dos seus olhos?

É muito importante – literalmente – “ficar de olho” nisso, viu?

O glaucoma – enfermidade crônica e degenerativa do nervo óptico (estrutura que envia as imagens do olho para o cérebro) que provoca estreitamento do campo visual e faz com que a pessoa perca, progressivamente, a visão periférica – tem avançado e se tornou a principal causa de perda irreversível da visão.

Pois é. E os prognósticos são terríveis.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o glaucoma afetará 80 milhões de pessoas em 2020 e 111,5 milhões em 2040.

E o pior é que é flagrante, aqui no Brasil, a escassez de informações confiáveis – e atualizadas – sobre a prevalência dessa doença.

Será que existe uma população específica, que se possa chamar de “de risco”?

Sim!

No geral, a incidência aumenta a partir dos 40 anos, chegando a 7,5% aos 80. O uso de colírios – com corticoide, de forma indiscriminada e sem acompanhamento médico – contribui também, visto que tais medicamentos podem causar aumento da pressão intraocular.

Diabéticos, cardiopatas, vítimas de trauma ou lesão (uma bolada ou cotovelada no olho, por exemplo) e pessoas de etnia africana ou asiática – segundo especialistas da área – também devem ter atenção redobrada em relação à questão.

Ainda vale informar que a genética também pode atuar – efetivamente – neste quadro. Filhos de portadores de glaucoma têm de 6 a 10 vezes mais chance de desenvolvê-lo.

Bom, o fato é que, além do avançar da idade, o não acompanhamento regular da saúde dos olhos pode ser um terreno fértil para o desenvolvimento do glaucoma.

É bom saber que, uma vez instalada, a doença – que é crônica e progressiva – não tem cura. Ou seja, quanto mais cedo for identificada, melhor para ser estabilizada. Sim, porque o (a) paciente não vai recuperar a visão perdida, mas, com o tratamento adequado para o problema, pode evitar a evolução para um quadro muito pior: a cegueira total.

Então?

Vamos tratando de marcar a sua consulta no (a) oftalmologista aí?

Não marcou ainda por quê?


[Fonte: G1 // Ciência e Saúde]