Publicado em: 26/08/2019

Beber sem moderação gera complicações extras de saúde para idosos, diz pesquisa americana


Uma pesquisa realizada pela Escola de Medicina da NYU (New York University) revelou, recentemente, que em torno de 10% dos indivíduos acima de 65 anos fazem uso 

excessivo de álcool e, em razão disso, acabam por se expor a uma série de doenças.

Para chegar a tal resultado, os estudiosos analisaram os dados de dez mil adultos, acima dos 65 anos, que integraram – entre 2015 e 2017 – avaliações nacionais sobre saúde. 

Como critério usaram prevalência da ingestão de álcool (de uma vez só, no mês anterior) equivalente a cinco drinques para os homens e quatro para as mulheres.

Os envolvidos com a pesquisa concluíram que – dentre os avaliados – a porcentagem de idosos que beberam demais, em uma única ocasião, foi da ordem de 10,6%. O número assustou, visto que representou considerável aumento em relação a estudos anteriores, entre 2005 e 2014, respectivamente, entre 7, 7% e 9%.

Benjamin Han, autor do estudo e professor de Geriatria e Cuidados Paliativos, sublinhou que beber sem limites é preocupante em todas as idades, mas gera complicações muito maiores na velhice.

“Além do risco iminente de quedas, beber em grande quantidade, mesmo que episodicamente, pode ter um efeito negativo significativo para os mais velhos. Por causa da interação com a medicação e do risco de exacerbar as enfermidades existentes”, disse o médico.

Como curiosidade, vale saber que a doença crônica mais comum identificada entre os bebedores avaliados pela pesquisa foi a hipertensão (41,4%). Seguiram-se a cardiopatia (23,1%) e o diabetes (17,7%).


[Fonte: G1 // Bem Estar]